Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de julho de 2023 · 2 min de leitura ·

Como seria pousar em um asteroide?

Como seria pousar em um asteroide?

A humanidade está prestes a pisar novamente na Lua, mas você já parou para pensar como seria se realmente fomos pousar em um asteroide? Depois da missão DART da NASA, que colidiu com o asteroide Dimorphus e alterou a rota da rocha espacial, os cientistas se perguntaram como seria para um astronauta pousar nesse e em outros asteroides.

O primeiro desafio a ser enfrentado, caso um pouso tripulado acontecesse em Dimorphus, são seus pedregulhos. Apesar de nas imagens, fornecidas pela espaçonave DART instantes antes de se chocar com a rocha, as pedras parecerem pequenas, as menores delas possuem de 5 a 7 metros, mas podem chegar ao tamanho de uma pequena casa, exigindo muito mais saltos e escaladas do que caminhadas. Além disso, elas podem ser super afiadas, por nunca sofrerem intemperismos.

Outro problema em se visitar uma asteroide é se sua superfície é sólida o suficiente para o pouso. Na missão OSIRIS-REx da NASA que visitou o asteroide Bennu em 2020, um vídeo do pouso mostrou que uma das pernas do lander quase afundou ao tocar a superfície com muita força. Isso porque Bennu é um “pilhas de entulho”, o material que o compõe é pouco compactado se assemelhando a uma piscina de bolinhas.

E engana-se quem pensa que os astronautas conseguiriam facilmente caminhar pelo asteroide, isso porque a gravidade deles é baixíssima e muitas vezes insuficiente para impedir que astronautas percam o equilíbrio permanentemente, no caso do Dimorphus, sua gravidade é inferior a um milionésimo a da Terra.

Pule muito rápido e você pode nunca mais descer porque pode exceder a velocidade de escape local. Além disso, no ambiente de gravidade ultrabaixa, seria fácil gerar um movimento significativo do solo, potencialmente provocando uma avalanche de rochas.

A solução seria utilizar grampos semelhantes ao de atividades de escalada ou algum sistema de propulsão.

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