Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de junho de 2025 · 2 min de leitura ·

Como um meteoro gigante dizimou os dinossauros?

Como um meteoro gigante dizimou os dinossauros?

Todas as sextas-feiras, ao vivo, a partir das 21h (pelo horário de Brasília), vai ao ar o Programa Olhar Espacial, no canal do Olhar Digital no YouTube. O episódio da última sexta-feira (6) (que você confere aqui) foi sobre a extinção dos dinossauros e como um asteroide mudou os rumos da história natural da Terra.O professor e paleontólogo Marcelo Adorna Fernandes explicou como ocorreu o impacto do meteoro de Chicxulub e quais foram os efeitos imediatos e a longo prazo que causaram a extinção em massa. Fernandes é doutor em Geologia/Paleontologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professor associado nível IV no Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da UFSCar e coordenador do Grupo de Pesquisa do CNPq Paleoecologia e Paleoicnologia. 

Há 66 milhões de anos, uma rocha de 10 a 15 quilômetros – da dimensão do Monte Everest – atingiu a  península de Yucatán, no golfo do México, e causou impactos irreversíveis na Terra. A força do choque foi tamanha que esse objeto se desintegrou e levantou uma camada de poeira que cobriu o planeta.

A energia liberada no evento foi equivalente à de 10 bilhões de bombas como a de Hiroshima e o calor incinerou imediatamente a vegetação em volta. “A temperatura foi equivalente à superfície do Sol. Fritou toda floresta que existia ao redor, derreteu tudo”, explicou Fernandes. 

Rochas abaixo do local de impacto foram vaporizadas. Algumas em maior profundidade, chegaram a 330°C, e tem cicatrizes do evento que permanecem até hoje.

Nos 2,5 minutos seguintes, uma onda de até 4,5 quilômetros de altura se alastrou por um raio de mais de 50 km, destruindo tudo em seu caminho. Após dez minutos, ela diminuiu para 1,5 km, mas continuou a se deslocar.

Em 48 horas, um tsunami de cerca de 10 metros viajou numa velocidade de 3,6 km por hora e atingiu a costa do Atlântico Norte e porção do sul do Pacífico. Pesquisadores da Universidade de Michigan, em um estudo de 2022, constataram que essa onda pode ter se espalhado por um raio de até 12 mil quilômetros, dando praticamente a volta ao mundo.

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