
Uma conversa informal levou um pesquisador da Universidade de Canterbury (UC), na Inglaterra, a passar anos estudando como construir em Marte. No bate-papo, o professor associado de engenharia Allan Scott e o professor de geologia Chris Oze, ambos da Occidental College, nos EUA, refletiam sobre quais materiais estariam disponíveis no planeta vermelho para fazer concreto.
Para obter o concreto “terrestre”, é necessário cimento Portland, que é produzido pelo aquecimento do calcário para eliminar o CO2. O cimento é misturado com areia, pedra e água para fabricar o concreto.
E o que estaria disponível em Marte para produzir um concreto “marciano”, ou, como Scott apelidou: o “marscrete” (junção das palavras Marte e concreto, em inglês)?
“Infelizmente, em Marte não há muito calcário, então estamos procurando maneiras alternativas de encontrar algum tipo de aglutinador”, diz Scott. “O ‘marscrete’ pode ser referido como uma gama de diferentes materiais que poderiam ser usados em Marte essencialmente a partir de ingredientes locais”.
Para isso, a equipe tem pesquisado o uso de rochas basálticas que podem ser encontradas na Terra e em Marte. De acordo com Scott, óxido de magnésio e sílica podem ser extraídos da rocha basáltica, para uma combinação desses elementos com o objetivo de fazer uma pasta com propriedades semelhantes ao cimento.
“Tentamos usar materiais, rochas e coisas que sabemos que estão disponíveis em Marte para que possamos aperfeiçoar esse processo de extração aqui e fazer concreto que tenha propriedades semelhantes ao cimento Portland”, explicou o autor do estudo.
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