
Em novembro do ano passado, o Olhar Digital divulgou um estudo que descobriu que o asteroide Dinkinesh, um dos alvos de investigação da sonda Lucy, da NASA, tem uma pequena lua. Ou melhor, na verdade, duas, já que a rocha presa gravitacionalmente a ele trata-se de um objeto binário de contato.
Agora, essa pesquisa acaba de ser oficialmente reconhecida por meio de publicação na revista Nature nesta quarta-feira (29).
Batizada de Selam, a lua binária de Dinkinesh é feita de dois lóbulos aproximadamente do mesmo tamanho, não sendo tão menor que o corpo pai. Enquanto Dinkinesh tem 720 metros de diâmetro, os lóbulos de Selam têm 210 e 230 metros. Selam fica a apenas 3,1 km de Dinkinesh e completa uma órbita ao redor desse asteroide a cada 52,7 horas.
Embora a equipe não tenha certeza se esse cenário específico explica a formação de Selam, essa pesquisa abre caminho para comparar este pequeno sistema binário com outros sistemas semelhantes. Um exemplo relevante é Didymos, que pertence aos 15% dos asteroides próximos à Terra que possuem uma lua.
“Estou particularmente entusiasmado em comparar o sistema binário Didymos com este, especialmente porque parecem compartilhar várias semelhanças, como tamanho, forma geral e, possivelmente, composição, apesar de estarem em regiões totalmente diferentes do Sistema Solar”, a professora Jessica Sunshine, da Universidade de Maryland, em um comunicado.
Sunshine participou da missão DART, da NASA, que lançou uma espaçonave em direção à lua Dimorphos, do asteroide Didymos, para desviar sua órbita. Este teste demonstrou que a humanidade tem a capacidade de alterar a trajetória de um asteroide através de um impacto cinético.
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