
Para muitas pessoas ao redor do mundo, os primeiros momentos de 2022 serão preenchidos com os sons e shows de luzes coloridas de fogos de artifício. De estrondos altos a assobios longos, de vermelhos e amarelos brilhantes a azuis e verdes neon, existem milhares de variações e diversos processos químicos envolvidos.
É importante salientar, contudo, que, em diversos lugares do mundo, a prática é proibida, em especial a comercialização, o armazenamento, o transporte e a queima de fogos de artifício ou artefatos pirotécnicos que fazem barulho.
Isso porque os fogos de artifício com estampido, além de provocarem a poluição ambiental, perturbam e geram prejuízos e transtornos por vezes irreparáveis em idosos, crianças, pessoas com deficiência e autistas, além de causarem pânico em animais. Por esses motivos, muitos preferem apreciar a queima de fogos com efeito apenas visual, e não sonoro.
Paul Smith, presidente do Grêmio Internacional de Pirotecnia e membro da Associação Americana de Pirotecnia, da Associação Nacional de Fogos de Artifício e da Sociedade Internacional de Pirotecnia, tem licença da BATFE para fabricar esses artefatos. BATFE é a sigla em inglês para Escritório de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos dos EUA.
Segundo Smith, que é químico, o Grêmio Internacional de Pirotecnia é uma organização que promove o uso seguro de fogos de artifício, em especial em grandes comemorações festivas, como o Ano Novo.
“Existem centenas de fórmulas químicas – ou, como gosto de pensar, receitas pirotécnicas – para fogos de artifício”, disse Smith em um artigo autoral para o site The Conversation. “Essas receitas ainda são baseadas em uma mistura antiga de produtos químicos que produzem o estrondo por excelência, mas os fogos de artifício modernos usam todos os tipos de magia química para dar os shows incríveis de hoje”.
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