
Alguns dos artefatos arqueológicos mais icônicos que já saíram da Mesoamérica são os famosos crânios de cristal astecas. Esses objetos inspiraram inúmeras teorias sobre escultores alienígenas, tecnologias psíquicas e pedras mágicas.
Para decepção geral, no entanto, as supostas relíquias pré-colombianas podem ser apenas imitações baratas vendidas por um vigarista francês do século 19.
Acredita-se que existam mais de 10 crânios em museus e coleções particulares em todo o mundo, variando de alguns centímetros de altura a aproximadamente o tamanho de uma bola de boliche.
A primeira vez que se ouviu falar disso foi em 1856, quando o Museu Britânico, em Londres, comprou um crânio em miniatura que teria sido criado por mãos astecas, embora nunca se tenha confirmado exatamente de onde a peça surgiu.
A instituição, então, comprou um segundo crânio de cristal da Tiffany, em 1897, e é essa peça que pode ser vista em exibição atualmente – acompanhada de uma descrição que deixa claro não haver comprovação sobre a raiz pré-colombiana no objeto. Na placa, o museu diz que “as tentativas de verificar isso por motivos tecnológicos não se mostraram bem-sucedidas” e que as origens do item são “mais incertas”.
Outros crânios de cristal de tamanhos variados logo apareceram nas coleções do Museu Nacional de Antropologia do México e do Instituto Smithsonian, nos EUA.
Entre para comentar.