Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de junho de 2023 · 2 min de leitura ·

Conheça a verdade por trás dos famosos crânios de cristal “astecas”

Conheça a verdade por trás dos famosos crânios de cristal "astecas"

Alguns dos artefatos arqueológicos mais icônicos que já saíram da Mesoamérica são os famosos crânios de cristal astecas. Esses objetos inspiraram inúmeras teorias sobre escultores alienígenas, tecnologias psíquicas e pedras mágicas. 

Para decepção geral, no entanto, as supostas relíquias pré-colombianas podem ser apenas imitações baratas vendidas por um vigarista francês do século 19.

Acredita-se que existam mais de 10 crânios em museus e coleções particulares em todo o mundo, variando de alguns centímetros de altura a aproximadamente o tamanho de uma bola de boliche. 

A primeira vez que se ouviu falar disso foi em 1856, quando o Museu Britânico, em Londres, comprou um crânio em miniatura que teria sido criado por mãos astecas, embora nunca se tenha confirmado exatamente de onde a peça surgiu.

A instituição, então, comprou um segundo crânio de cristal da Tiffany, em 1897, e é essa peça que pode ser vista em exibição atualmente – acompanhada de uma descrição que deixa claro não haver comprovação sobre a raiz pré-colombiana no objeto. Na placa, o museu diz que “as tentativas de verificar isso por motivos tecnológicos não se mostraram bem-sucedidas” e que as origens do item são “mais incertas”.

Outros crânios de cristal de tamanhos variados logo apareceram nas coleções do Museu Nacional de Antropologia do México e do Instituto Smithsonian, nos EUA. 

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