
Na constelação de Perseu, uma estrela chamada Beta Persei recebeu o apelido de “Algol, a Estrela Demoníaca” dos astrônomos que primeiro a observaram. Isso devido a seu forte brilho variável, somado ao fato de estar posicionada bem na cabeça da terrível Medusa.
What’s the scariest star in the sky? Maybe Algol in the constellation Perseus? Early astronomers nicknamed Algol the Demon Star. In skylore it’s associated with the mythical Gorgon, Medusa, who had snakes for hair. Shivers! 😈🌟https://t.co/P1MAcg6Oeq📸 EarthSky. pic.twitter.com/rrKU2OozCU
O nome Algol deriva do árabe “Ghoul”, que significa fera ou demônio. Ela marca a cabeça da górgona Medusa sendo carregada pelo herói. Hoje em dia, ela já não é mais tão temida, mas nem sempre foi assim.
A lenda da Medusa aponta que ela possuía cobras na cabeça em vez de cabelos, e qualquer um que a olhasse nos olhos viraria pedra. Ela foi morta por Perseu, que usou sua cabeça para petrificar e derrotar o monstro marinho Cetus. Assim, os antigos astrônomos podem ter associado o brilho piscante da estrela ao olho maligno da criatura.
O brilho piscante é devido ao fato de Algol ser uma estrela variável, cujo brilho aumenta e escurece em um ciclo regular. No caso dela, o ciclo dura dois dias, 20 horas e 49 minutos, e pode ser visto totalmente a olho nu.
Em seu pico máximo, Algol se compara em brilho com a estrela Almach, na constelação de Andrômeda, vizinha da Perseu, sendo três vezes mais brilhante que seu ponto mais fraco, no qual se compara à estrela Epsilon Persei.
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