
Durante sua fase de calibração, o Telescópio Espacial James Webb (JWST) observou um exoplaneta localizado a 40 anos-luz de distância da Terra chamado 55 Cancri-e. Por muito tempo, a comunidade científica acreditava que ele continha diamantes em sua composição.
Embora essa teoria não seja mais tão popular, o planeta continua sendo um objeto de estudo interessante. Primeiro, devido à sua alta densidade, que o classifica como uma Superterra, e, segundo, à proximidade com sua estrela hospedeira, o que favorece uma de suas hipóteses mais fascinantes: ser incrivelmente coberto de lava.
Resumidamente, são chamados de Superterras os planetas rochosos mais pesados que a Terra, mas com menos massa do que os gigantes gasosos.
Também conhecido como Janssen, o 55 Cancri-e orbita a estrela 55 Cancri, semelhante ao Sol, a menos de 2,4 milhões de km (um vigésimo quinto da distância entre Mercúrio e a nossa estrela), completando um circuito em menos de 18 horas.
Com temperaturas superficiais muito acima do ponto de fusão de minerais típicos formadores de rochas, pressupõe-se que o lado diurno do planeta seja coberto por oceanos de lava.
Acredita-se que planetas que orbitam tão perto de sua estrela têm um lado voltado permanentemente para ela. Como resultado, seu ponto mais quente deve ser aquele que enfrenta a estrela mais diretamente, e a quantidade de calor no lado diurno não deve mudar muito com o tempo.
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