Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de maio de 2024 · 2 min de leitura ·

Conheça o novo chip de silício ‘superpuro’ para computadores quânticos

Conheça o novo chip de silício 'superpuro' para computadores quânticos

O silício é sinônimo de eletrônicos e computação, mas o material usado para fabricar chips ainda tem certas limitações. Cientistas superaram uma delas com um novo processo que resulta em chips de silício ‘superpuro’ para computadores quânticos.

Antes de conhecer a novidade, é importante mencionar os motivos que tornaram o silício tão popular na indústria de eletrônicos. Primeiro, se trata de um semicondutor, ou seja, um material capaz de conduzir eletricidade sob diversas condições.

Também é o segundo elemento mais abundante no planeta, alimentando a era da expansão dos computadores por décadas. Mas para sistemas mais avançados como os quânticos, a pureza do silício é um fator crucial.

E aí que entram os novos chips. Os computadores quânticos podem realizar tarefas que computadores normais não conseguem, mas os bits quânticos (qubits), que processam e armazenam informações, podem sofrer erros mesmo com pequenas interferências, como flutuação de temperatura ou impureza de silício.

“O problema é que, embora o silício desejável seja o isótopo silício-28, há também cerca de 4,5% de silício-29. O Silício-29 tem um nêutron extra no núcleo de cada átomo que atua como um minúsculo ímã invasor, destruindo a coerência quântica e criando erros de computação”, explica o professor David Jamieson, co-orientador do projeto da Universidade de Melbourne, na Austrália.

Esses novos chips de silício ‘superpuro’ prometer auxiliar na estabilidade e redução de eventuais erros computacionais nos computadores quânticos. O próximo passo do estudo será testar isso na prática.

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