
Dessa forma, a polêmica temática deve ser discutida no Brasil, que recebe a COP30 no ano que vem, mais especificamente em Belém (PA). A COP29 tem, como principal pauta, fazer com que os países cheguem a um consenso acerca do valor, formas de transferência e transparência vitais para responder às mudanças climáticas e ao aquecimento global.
Esses recursos serviriam para financiar a transição energética nos países em desenvolvimento, bem como bancar a adaptação e mitigação de perdas e danos. Esses pontos são desdobramentos do Acordo de Paris, assinado em 2015 por algumas nações.
A COP30, portanto, deve herdar os principais e mais complexos assuntos relacionados ao clima, algo que deve trazer, ao Brasil, uma missão possivelmente mais complexa do que a da COP29.
A começar pela mudança no comando dos Estados Unidos. Em janeiro de 2025, Donald Trump substituirá Biden e não há boas lembranças do primeiro mandato do empresário, entre 2016 e 2019, quando se fala do aquecimento global.
Isso porque, enquanto esteve na Casa Branca pela primeira vez, ele removeu os EUA do Acordo de Paris e é um negacionista a respeito das mudanças climáticas. Além disso, Trump nomeou outro negacionista climático para o cargo de Secretário da Energia: o diretor-executivo da Liberty Energy Chris Wright, apaixonado por combustíveis fósseis.
Apesar dos desafios, Stela Herschmann, especialista em política climática do Observatório do Clima, disse ao Metrópoles que os negociadores brasileiros estão empenhados para viabilizar o debate e possível acordo.
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