
Neste sábado (23), um dia após o esperado, as nações participantes da 29ª conferência do clima da Organização das Nações Unidas (COP29) chegaram a um acordo acerca do valor a ser financiado para combater o aquecimento global.
Dessa forma, o texto final do evento, que foi realizado em Baku (Azerbaijão), finalmente está pronto. O financiamento climático era um dos pontos centrais da COP29.
Os países em desenvolvimento pediam um valor na casa dos trilhões de dólares, mas as nações ricas fecharam acordo de US$ 300 bilhões (R$ 1,74 trilhão, na conversão direta) anuais. Apesar de ser abaixo do esperado, as cifras são superiores às apresentadas nesta sexta-feira (22) (US$ 250 bilhões – 1,45 trilhão) e continuou sem agradar nações emergentes.
A COP29 teve outras questões importantes concluídas, como fechar a redação do artigo 6º, que trata do mercado global de carbono (leia sobre no fim da matéria), algo alcançado logo em seu início. Ele prevê levar recursos para países e empresas que emitem menos gases de efeito estufa (o Brasil avançou com o projeto nacional no Senado).
Por sua vez, o Brasil apresentou a nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês), visando reduzir a temperatura da Terra em até 1,5 °C. O governo se comprometeu a reduzir suas emissões líquidas de gases estufa entre 59% e 67% até 2035, níveis similares aos de 2005.
Cálculos oficiais do Brasil apontam que essa redução equivaleria a alcançar entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de CO₂ equivalente. Mas algumas Organizações Não Governamentais (ONGs) criticaram o projeto, pois entendem que o País poderia ser mais ambicioso.
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