
Evidências de cirurgias realizadas há 4,5 mil anos foram encontradas em um crânio escavado em um cemitério na Espanha. A paciente era uma mulher que passou por dois procedimentos do tipo, sobrevivendo a ambos.
A análise revelou que a mulher pré-histórica passou por duas intervenções do tipo entre a têmpora e a orelha. Os procedimentos foram sobrepostos, com um orifício de 5,3 por 3,1 centímetros de diâmetro e o outro de 3,2 por 1,2 centímetros. Com base no exame dos furos, os pesquisadores determinaram que eles foram feitas por meio da técnica de raspagem.
Isso envolve esfregar um instrumento lítico [de pedra] de superfície áspera contra a abóbada craniana, corroendo-o gradualmente ao longo de todas as suas bordas para criar o buraco.
Os pesquisadores acreditam que para os procedimentos serem realizados, a paciente foi provavelmente imobilizada ou sedada com substâncias psicoativas para aliviar a dor ou deixá-la inconsciente.
Encontrar evidências de cirurgias pré-históricas do tipo nessa área do crânio é algo raro. Na verdade, na Península Ibérica, é mais comum encontrar trepanações nas regiões frontais ou no topo do crânio.
Além disso, procedimentos na região temporal envolvem muitos desafios, já que essa região é cheia de vasos sanguíneos e músculos vulneráveis que podem facilmente sangrar durante a cirurgia.
Entre para comentar.