
A formação do crânio em vertebrados, incluindo humanos, ainda é mal compreendida, mas um peixe de 455 milhões de anos pode ajudar a mudar isso. Pesquisadores têm poucos registros sobre a evolução dessa estrutura em peixes. E esses dados poderiam apoiar o entendimento de como se deu nosso crânio como o conhecemos. Agora, a descoberta de um fóssil ainda preservado pode ajudar a desvendar como chegamos até aqui.
Então, eles descobriram que a caixa craniana do animal era diferente de outras dos peixes modernos com mandíbula ou dos anteriores, sem mandíbula. Na verdade, o Eriptychius americanus tinha uma anatomia quase intermediária, com cartilagens e estruturas ósseas.
Isso ajuda a explicar o que aconteceu nesse meio tempo de milhões de anos e como se formou o crânio dos peixes que vieram depois dele, até, consequentemente, o crânio de outros vertebrados, como os humanos.
Eriptychius americanus parece ser a primeira evidência de uma série de cartilagens que separam o cérebro do resto da cabeça. Estes resultados são tremendamente entusiasmantes e podem revelar a história evolutiva inicial de como os vertebrados primitivos protegiam os seus cérebros.
Vitoria Lopes Gomez é jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e redatora do Olhar Digital.
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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