
Imagine encontrar uma cratera enorme no fundo do mar, a 130 quilômetros do litoral da Inglaterra. É o que aconteceu com cientistas enquanto eles analisavam dados sísmicos usados na exploração de gás.
Batizada de Cratera Silverpit, a formação tem três quilômetros de largura. Ela é cercada por anéis concêntricos parecidos com crateras que vemos em luas geladas, como Calisto, de Júpiter.
Desde que foi descoberta, a cratera divide opiniões entre especialistas. Há duas hipóteses principais para explicar sua origem: uma aponta para o impacto de um meteorito, enquanto a outra sugere que tudo começou com o colapso de sal subterrâneo.
Os geofísicos Simon Stewart e Phil Allen descreveram a cratera num artigo publicado na revista Science em 2002. Eles acreditam que ela tenha se formado após o impacto de um meteorito, há cerca de 45 milhões de anos.
Essa camada cobre material mais antigo, do Cretáceo e do Jurássico, que teria sido deslocado pelo choque.
Outra explicação foi apresentada pelo geólogo John Underhill em artigo publicado na Nature em 2004. Para ele, a formação não surgiu de algo batendo no solo, mas de algo sendo retirado: camadas subterrâneas de sal.
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