
A expansão da cratera de Batagaika, na Sibéria, continua a alarmar cientistas. De acordo com uma nova pesquisa, o “portal para o inferno” tem devorado a superfície terrestre a uma taxa de quase um metro cúbico por ano.
Atualmente, a cratera mede aproximadamente um quilômetro de comprimento e 800 metros de largura no ponto mais largo. E sua tendência de crescimento parece só acelerar.
Localizada na Cordilheira de Chersky, no nordeste da Sibéria, a cratera de Batagaika é na verdade uma formação geológica conhecida como depressão termocárstica.
A cratera é resultante do colapso e fraturamento do solo devido à perda de permafrost. O fenômeno foi primeiramente identificado em 1991, quando uma divisão subterrânea expandiu-se, levando consigo uma grande sessão de encostas.
Permafrost, a despeito do nome, não é permanente; refere-se ao solo que permaneceu a 0°C ou abaixo por mais de dois anos. Essa camada de terra congelada, que abrange um quarto da superfície terrestre do Hemisfério Norte, varia em profundidade desde poucos metros até quase um quilômetro.
A expansão de Batagaika tem sido impulsionada pelo aquecimento das temperaturas globais, desencadeando um ciclo de retroalimentação.
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