
Há cerca de 252 milhões de anos, um evento que ficou conhecido como “A Grande Morte”, causado por erupções vulcânicas devastadoras, foi marcado pela extinção em massa de maiores proporções já registrada na Terra.
As mudanças climáticas e as chuvas ácidas que se seguiram afetaram severamente a vida nos oceanos, com menos de 5% das espécies marinhas conseguindo sobreviver.
No entanto, esse episódio mortal deu a estranhas novas formas de vida a oportunidade de evoluir. Entre elas, um pequeno réptil marinho que pode ter sido pioneiro em uma determinada forma de se alimentar. A descoberta foi relatada em um artigo publicado segunda-feira (7) na revista BMC Ecology and Evolution.
Denominada Hupehsuchus nanchangensis, essa espécie teria surgido alguns milhões de anos após a Grande Morte. O animal tinha cerca de três metros de comprimento, da cabeça à ponta da cauda. E, diferentemente de outros répteis, não tinha dentes em seu focinho estreito, mas sim barbatanas bucais (longas cerdas flexíveis de queratina).
Descoberta pela primeira vez em 1972, na província de Hubei, no sul da China, a criatura marinha pré-histórica continua intrigando os cientistas. Principalmente, em relação à sua forma de alimentação.
Cheng Long, paleontólogo do Serviço Geológico da China – Centro Wuhan, suspeita há muito tempo que o Hupehsuchus pode ter sido um animal filtrador. São chamados assim aqueles que obtêm seu alimento através do processo de filtração – esponjas do mar, alguns moluscos e crustáceos, além de animais maiores, como as baleias.
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