
Após três meses do sucesso da missão DART, que desviou a rota do asteroide Dimorphos, os cientistas seguem obtendo dados sobre a colisão, que causou uma espécie de “explosão” no espaço.
A força transferida para Dimorphos foi 3,6 vezes acima do que se a sonda tivesse sido absorvida pelo asteroide, sem ejeção de material. “Se você explodir o material um pouco fora do alvo, haverá força de recuo”, explicou Andy Cheng, cientista da missão e do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins (JHU-APL). “O resultado dessa força de recuo é que você coloca mais impulso no alvo e acaba com deflexão maior.”
“Se você está tentando salvar a Terra, isso faz uma grande diferença”, disse, “pois aumentaria o tempo disponível para montar defesa ou reduziria o tamanho do projétil necessário”.
Quanto às mil toneladas de rocha, trata-se de uma estimativa inicial e que foram comparadas a “seis vagões com pedra” por Andy Rivkin, líder da equipe de investigação do DART.
“Os estudos ainda estão em andamento, pode ser que esse número seja um mínimo; pode ser o dobro disso, pode até ser dez vezes mais, segundo algumas estimativas”, salientou.
A ejeção causou uma espécie de “bagunça” no espaço, fazendo com que os telescópios sigam monitorando os detritos, que seguem se afastando do asteroide por dezenas de milhares de quilômetros.
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