Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de maio de 2024 · 2 min de leitura ·

Desastres naturais deslocaram mais pessoas do que guerras em 2023

Desastres naturais deslocaram mais pessoas do que guerras em 2023

Um relatório da Organização Internacional de Migrações (OIM), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), traz um dado alarmante. Em 2023, os desastres naturais obrigaram o deslocamento de milhões de pessoas, mais do que guerras, repressão ou violência.

Segundo o levantamento, foram 75,9 milhões de pessoas que precisaram deixar suas casas em busca de abrigo no ano passado. Este é o maior número da história e não inclui os refugiados ou pessoas em situação similar que foram obrigados a trocar de país em função dos desastres.

O Relatório Global sobre Deslocamento Interno ainda mostra que as guerras, a repressão e a violência provocaram 20,5 milhões de deslocamentos. Desses, o Sudão foi responsável por quase 30%, enquanto a Faixa de Gaza respondeu por 17% deles.

Em relação aos desastres naturais, o documento afirma que quase 47 milhões de novos deslocamentos internos foram registrados apenas em 2023. A Organização Internacional de Migrações destacou que o levantamento é um “lembrete claro da necessidade urgente e coordenada de expandir a redução do risco de desastres, garantir a proteção dos direitos humanos e, sempre que possível, evitar o deslocamento antes que ele aconteça”.

De acordo com o órgão, desastres como o ciclone Freddy, no sudeste da África, terremotos na Turquia, Marrocos e na Síria e o ciclone Mocha no Oceano Índico levaram a 26,4 milhões de deslocamentos, representando 56% do total de novos deslocamentos internos em 2023.

Desastres naturais também foram registrados em países ricos. No Canadá, por exemplo, os incêndios florestais obrigaram 185 mil pessoas a deixarem suas regiões. O documento aponta que “nos próximos anos, espera-se que o número de pessoas deslocadas por desastres aumente à medida que a frequência, a duração e a intensidade dos riscos naturais piorarem”.

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