
Um artigo publicado nesta terça-feira (10) na revista Astronomy & Astrophysics descreve um estudo que levou à descoberta da origem de uma das estrelas mais antigas da Via Láctea.
A pesquisa foi conduzida por uma equipe internacional de investigadores que confirmou a origem primitiva da estrela SMSS1605-1443 utilizando o instrumento ESPRESSO (sigla em inglês para Espectrógrafo de Escada para Exoplanetas Rochosos e Observações Espectroscópicas Estáveis), presente no Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO).
Estrelas que apresentam o menor teor de metais são consideradas as mais antigas da Via Láctea, formadas apenas algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang. Elas são como “fósseis vivos” cuja composição química dá pistas sobre os primeiros estágios da evolução do Universo.
SMSS1605-1443 foi descoberta em 2018, mas até agora sua natureza subjacente não era conhecida. Graças aos esforços combinados de vários pesquisadores europeus e à utilização do ESPRESSO, a origem de tal joia da arqueologia estelar pôde ser desvendada.
“Foi surpreendente descobrir que este objeto é uma estrela dupla (uma binária). Pensava-se que isso não ocorria na maioria dessas estrelas muito antigas”, diz David Aguado, astrofísico pesquisador da Universidade de Florença, na Itália, e primeiro autor do artigo.
A alta precisão do espectrógrafo revelou as pequenas variações na velocidade do objeto, o que confirma que é um sistema binário, mas deixa em aberto a natureza de seu companheiro.
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