
Quando lemos a palavra “fosso medieval” imaginamos imediatamente castelos. Esse buraco cheio d’água ao redor de uma construção era uma das principais formas de se defender um local naquela época. Mas será que essas estruturas eram exclusivas da realeza? Um grupo de arqueólogos britânicos acaba de descobrir que não.
Uma equipe da Cotswold Archaeology encontrou um fosso medieval pequeno, mas de “alto significado” perto de Tewkesbury, uma cidade do interior, mais a oeste da Inglaterra.
A descoberta foi feita enquanto eles exploravam um local chamado Fazenda Cowfield. O terreno, que abrigava uma casa, foi atingido por um grande incêndio em 2004. Os arqueólogos estimam que os achados datem dos séculos XII ou XIII.
Com as investigações, a equipe, em parceria com historiadores, começaram a entender como funcionava a sociedade naquela época. Não em centros urbanos ou nos castelos, mas sim, entre aqueles que viviam no campo.
“Os fossos foram usados em níveis inferiores na escala social para os camponeses mais ricos, os que impulsionavam e agitavam a vida nas aldeias. Um fosso era em parte para segurança, já que não havia força policial; então havia um aspecto prático.”
“Este estava definitivamente cheio de água, com o simbolismo cristão da pureza e da dona da casa, cuja fidelidade devia ser protegida, rodeada por um simbólico cinto virtuoso de água”, disse o arqueólogo Jon Hart.
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