Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Descoberta muda o que sabemos sobre a origem da vida na Terra

Descoberta muda o que sabemos sobre a origem da vida na Terra

Um estudo conduzido por cientistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, revelou algumas informações surpreendentes sobre a vida na Terra. De acordo com a equipe, o último ancestral comum universal – também conhecido como LUCA (sigla para last universal common ancestor), do qual descendem todos os seres vivos do planeta, surgiu há 4,2 bilhões de anos.

“Não esperávamos que LUCA fosse tão antigo, a apenas algumas centenas de milhões de anos da formação da Terra. No entanto, nossos resultados se encaixam com as visões modernas sobre a habitabilidade da Terra primitiva”, diz Sandra Álvarez-Carretero, bióloga evolucionista da Universidade de Bristol, em comunicado.

Quando era nova, a Terra era um lugar muito diferente de hoje. A atmosfera, por exemplo, seria muito tóxica para a vida como conhecemos. O oxigênio, vital para todos nós, não surgiu até relativamente tarde na história evolutiva do planeta — cerca de 3 bilhões de anos atrás.

Mas a vida surgiu antes de tudo isso: existem fósseis de micróbios de quase 3,5 bilhões de anos atrás. E cientistas acreditam que as condições na Terra podem ter sido estáveis ​​o suficiente para sustentar a vida há cerca de 4,3 bilhões de anos.

Para o estudo – publicado recentemente na Nature Ecology & Evolution -, a equipe se baseou na técnica de relógio molecular, que permite estimar o tempo de eventos de separação de linhagens. Com esses dados, os pesquisadores puderam calcular quanto tempo se passou desde o início da divergência dos sucessores de LUCA.

A equipe também identificou que LUCA era bastante similar aos procariontes – organismos unicelulares que não possuem núcleo. O ancestral não dependia de oxigênio para sobreviver e, provavelmente, seus processos metabólicos produziam acetato.

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