Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de fevereiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Descoberta sobre maior lua de Saturno reduz esperança de encontrar vida no Sistema Solar

Descoberta sobre maior lua de Saturno reduz esperança de encontrar vida no Sistema Solar

Um grupo internacional de pesquisadores pode ter acabado com a última esperança de encontrar vida extraterrestre no Sistema Solar. Segundo eles, a maior lua de Saturno, Titã, que abriga um oceano de água líquida subterrâneo, é inabitável.

Encontrar vida ou condições que a tornem possível nas luas do Sistema Solar é uma área de interesse para muitos cientistas e agências espaciais governamentais, como a NASA. Isso porque se acredita que muitos desses mundos abriguem oceanos de água líquida abaixo de suas superfícies. Em Titã, por exemplo, estima-se que a quantidade de água seja 12 vezes maior que o volume dos oceanos da Terra.

A vida como a conhecemos aqui na Terra precisa de água como solvente, por isso planetas e luas com muita água são de interesse quando se procura vida extraterrestre.

No novo estudo, publicado na revista Astrobiology, os pesquisadores usaram dados de crateras de impacto para avaliar a possibilidade de existir vida em Titã com base na quantidade de moléculas orgânicas que poderiam ser transferidas da superfície para o oceano subterrâneo.

Quando cometas colidem com a superfície rica em compostos orgânicos da lua Titã, ela acaba criando piscinas de água líquida que se misturam com o material orgânico da crosta. O derretimento causado pelo impacto acaba sendo mais denso que o gelo e afunda provavelmente até o oceano subterrâneo do satélite.

Assim, foram analisadas as taxas de impacto na lua para ser possível determinar quantos cometas de diferentes tamanhos atingiram a superfície de Titã por ano. Dessa forma, os pesquisadores puderam determinar quanto de matéria orgânica foi parar no oceano subterrâneo.

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