
Quatro montes submarinos gigantes foram descobertos recentemente na costa da América do Sul por pesquisadores do projeto Seabed 2030 (uma iniciativa global de ciência cidadã para mapear os oceanos do mundo até o fim desta década), depois que eles detectaram “anomalias gravitacionais” emitidas pelas enormes montanhas subaquáticas.
Os três picos peruanos têm 1591 metros, 1644 metros e 1873 metros de altura. O monte localizado na costa do Chile é o maior entre eles, subindo 2681 metros acima do solo oceânico e tendo uma base de cerca de 450 quilômetros quadrados. Ele é pouco mais de três vezes maior que o Burj Khalifa, o maior prédio do mundo, que tem 828 metros.
Montes subaquáticos têm origem vulcânica e são tão massivos que causam pequenas mudanças na altura do oceano acima deles, conhecidas como anomalias gravitacionais. Essas alterações na superfície oceânica podem ser detectadas por satélites, e foi assim que os pesquisadores identificaram as anomalias nas costas peruana e chilena e resolveram procurar o que as causavam, de acordo com o informado por John Fulmer, técnico-chefe da expedição, ao site WordsSideKick.com.
Examinar anomalias gravitacionais é uma maneira elegante de dizer que procuramos por saliências em um mapa e, quando o fizemos, localizamos esses montes submarinos muito grandes.
Existem várias montanhas subaquáticas escondidas, inclusive algumas até maiores que o monte colossal encontrado no mar chileno. A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA) estima que cerca de 100 mil desses picos estejam espalhados pelo fundo dos oceanos do mundo, a maioria provavelmente no Pacífico. No entanto, muitos ainda nem foram encontrados e mapeados.
Espera-se que até o fim da expedição do Seabed 2030 muitos desses montes sejam revelados.
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