Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de novembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Deserto na África ganha vida com projeto da “Grande Muralha Verde”

Deserto na África ganha vida com projeto da “Grande Muralha Verde”

Cabras trituram sementes de acácia, pegadas de esquilos e perdizes pontilham o solo, enxames de gafanhotos devoram a folhagem verdejante. Esse é o novo cenário que pode ser visto no Planalto Simiri, no Níger, país da África Ocidental que é porta de entrada para o deserto do Saara e enclave na rota migratória para a Líbia.

Até pouco tempo atrás, o local tinha uma paisagem árida, que em nada se parecia com o paraíso para a fauna e flora que se vê agora.

“Uma pequena floresta renasceu milagrosamente”, disse o prefeito de Simiri, Moussa Adamou, à agência internacional de notícias France-Presse (AFP).

A transformação faz parte do projeto Grande Muralha Verde da União Africana, que visa restaurar 100 milhões de hectares de terra seca até 2030, ao longo de uma faixa de 8 mil quilômetros que vai do Senegal, no oeste, até Djibouti, no leste do continente.

Segundo estimativas do Banco Mundial, a população do Níger aumentará dos atuais 23 milhões de habitantes para 30 milhões em 2030. Até 2050, o número pode chegar a 70 milhões, o que destaca a importância vital do projeto ser um sucesso.

Para a revitalização do Níger, a União Africana selecionou, principalmente, árvores de goma branca e Bauhinia rufescens, duas espécies resistentes à seca que podem crescer 12 metros de altura.

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