
No mês passado, o Olhar Digital informou que cientistas querem trazer de volta à vida, ainda nesta década, os mamutes, que estão extintos há dez mil anos. Ficção científica? Nem tanto, talvez. No que já está sendo chamado de “desextinção”, outros pesquisadores estão empolgados com a hipótese de reviver animais que não existem há eras. Além disso, a empresa estadunidense de biotecnologia quer trazer de volta outras espécies por meio da engenharia genética.
O g1 até compara a situação com a saga “Jurassic Park”, até porque o enredo da situação é similar. A diferença é que eles não querem criar um local exclusivo para estes animais habitarem.
Além do mamute-lanoso, outras espécies que estão sendo estudadas para serem recriadas são o lobo-da-tasmânia, o pombo-passageiro e o saudoso dodô. Os que defendem a desextinção entender ser grande avanço científico, uma vez que a humanidade poderia, caso tenha sucesso nessas experiências, evitar a exitinção de animais que estão sob ameaça ou prestes a entrar na lista de riscos.
Ao g1, Ben Novak, cientista-chefe da Revive & Restore, uma das principais empresas da área, “os benefícios que a biotecnologia pode trazer para espécies ameaçadas e ecossistemas não serão nada comuns — serão transformadores”.
Vale ressaltar, contudo, que reviver animais que pisaram na Terra há milhões de anos também suas questões ecológicas e éticas. Um argumento comum utilizado pelos que rechaçam a ideia de desextinção é o fato de a técnica poder demonstrar ineficiência quanto ao uso de recursos de conservação, uma vez que eles poderiam ser utilizados com as espécies que ainda existem e que correm risco de desaparecer.
Um dos que pensa assim é Luís Fábio Silveira, vice-diretor do Museu de Zoologia da USP. “Gastar centenas de milhões de dólares para trazer de volta um mamute híbrido com alguma coisa para soltar na conservada Sibéria é contraproducente quando estamos, de fato, lidando com a sexta extinção em massa em meio a uma crise climática sem precedentes.”
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