
Dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (8) apontam que o desmatamento na Amazônia brasileira bateu novo recorde nos três primeiros meses de 2022 em relação ao ano passado. Imagens de satélite revelaram a destruição de 941 km quadrados de floresta tropical — a maior taxa trimestral desde o início do programa de monitoramento Deter, em 2015.
Esta é uma área um pouco menor do que a cidade do Rio de Janeiro. Para o mês de março, o índice retrocedeu 15% em relação ao mesmo período de 2021, segundo dados do Instituto de Investigação Espacial (INPE).
Isso se seguiu após um mês de janeiro e fevereiro preocupantes, especialmente porque se trata da temporada de chuvas, geralmente um período de pouco desmatamento.
“Claramente, temos assistido, nos últimos anos, a um retrocesso em matéria de política ambiental e o resultado é visto com os recordes de desmatamento para o primeiro trimestre de 2022 e nos anos anteriores”, explicou em um comunicado Cristiane Mazzetti, porta-voz do Greenpeace Brasil.
Desde o início do atual governo federal, em 2019, o desmatamento médio anual do Brasil na Amazônia, um recurso crucial na corrida para conter as mudanças climáticas, aumentou mais de 75% em relação à década anterior.
A destruição é impulsionada principalmente pela agricultura e especulação fundiária na potência agrícola Brasil, país que abriga cerca de 60% da floresta amazônica e é o maior exportador mundial de carne bovina e soja.
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