Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de junho de 2020 · 2 min de leitura ·

Dez perguntas sem respostas sobre estrelas gigantes

Dez perguntas sem respostas sobre estrelas gigantes

O que você precisa saber

O nosso Sol é uma estrela bem grande. Com um raio médio de 696 mil quilômetros e 1,3 milhão de quilômetros de diâmetro, ele possui uma área de superfície 12 mil vezes maior do que a Terra. Mas em comparação com outras estrelas, ele é mediano. Betelgeuse, uma gigante vermelha que estava perigando virar supernova, é cerca de 700 vezes maior e 14 mil vezes mais brilhante.

E apesar de serem estudadas há décadas, estrelas massivas ainda guardam muitos segredos para os astrônomos. O site da revista Astronomy consultou ps pesquisadores Cássio Barbosa, da Universidade de São Paulo, e Donald Figer, do Instituto de Tecnologia de Rochester, para saber quais questões sobre esses gigantes ainda não foram respondidas pela ciência.

O melhor método para obter a distância de estrelas envolve medir sua posição em relação a objetos mais distantes de lados opostos da órbita da Terra. Usando trigonometria simples é possível converter o deslocamento angular em uma distância. Infelizmente, esses ângulos são tão pequenos que o método só pode ser aplicado para estrelas próximas do Sol.

Esse estudo ganhou um upgrade em 1989, com o lançamento do satélite Hipparcos da Agência Espacial Europeia (ESA). Em três anos e meio, os astrônomos obtiveram medições de distância confiáveis com uma incerteza de menos de 10% – para quase 120 mil estrelas em um raio de 300 anos-luz.

No entanto, nessa amostra não há uma única estrela maciça. Por isso, astrônomos só podem estimar as distâncias que essas estrelas estão da Terra, como é o caso de Zeta Ophiuchi, que tem 19 vezes a massa do Sol e fica a aproximadamente 370 anos-luz de distância.

Sem uma distância precisa, é impossível conhecer as propriedades reais de uma estrela, como sua luminosidade, e isso leva à incerteza nos modelos teóricos de astronomia extragaláctica. Espera-se que com o satélite Gaia, sucessor de Hipparcos, seja possível obter distâncias precisas de um bilhão de estrelas a uma distância de 30 mil anos-luz.

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