Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de janeiro de 2023 · 2 min de leitura ·

Dinossauro mumificado impressiona pelo estado de conservação

Dinossauro mumificado impressiona pelo estado de conservação

Em 1999 vestígios de um dinossauro foram encontrados em Dakota do Norte, nos Estados Unidos. O fóssil se trata da espécie Edmontosaurus, um herbívoro bico de pato que passou pela Terra a cerca de 67 milhões de anos atrás no período Cretáceo. O que chama atenção no é que ele está extremamente preservado, conservando até tecidos moles, como a pele. 

Os Edmontosaurus viviam em manadas que podiam chegar até 10 mil indivíduos. Esses dinossauros possuíam cerca de 13 metros de comprimento e pesavam 4 toneladas. O maior inimigo e predador desses animais eram os Tiranossauros.

O nível de conservação do fóssil encontrado é impressionante, a pela petrificada do dinossauro permite aos cientistas entender como eram os aspectos externos desses animais. Ele está praticamente mumificado.

Quase 20 anos após ser descoberto, pesquisadores reiniciaram os estudos da espécie em 2018. Na nova análise, os paleontólogos descobriram que o dinossauro havia sido mordido por pelo menos dois carnívoros, que indicam que após ter morrido, ele foi atacado por animais carniceiros. A descoberta abalou os cientistas pois pôs abaixo a ideia de que para a fossilização, o animal precisasse ser enterrado logo após ser morto. 

No entanto, foi justamente a exposição a intempéries e animais carniceiros que ajudou a preservar o dinossauro. Segundo os cientistas, as feridas das mordidas permitiram que gases, fluidos e micróbios internos saíssem do Edmontosaurus antes que o processo de decomposição se completasse. Isso permitiu que a pele do dinossauro fosse dessecada antes da fossilização, permitindo a incrível preservação do fóssil.

A fossilização de tecidos internos do dinossauro como músculos e tendões da perna traseira também permitiu que os pesquisadores fizessem novas descobertas acerca do dinossauro. Ele podia correr a 45 quilômetros por hora, muito mais rápido que seus predadores, os Tiranossauros, que não passavam de 27 quilômetros por hora. 

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