
Pesquisadores identificaram uma grande diversidade de material genético preservado no Sudário de Turim, relíquia venerada por muitos como o pano que teria envolvido o corpo de Jesus Cristo após a crucificação.
A análise encontrou DNA de dezenas de espécies de plantas e animais, além de vestígios genéticos de pelo menos 14 pessoas de diferentes origens, oferecendo novas pistas sobre a história biológica do tecido.
Segundo os pesquisadores, a quantidade de DNA recuperada do Sudário de Turim foi maior do que a esperada até mesmo em uma toalha de piquenique bastante utilizada. Entre os vestígios identificados estão desde cenouras e tomates até peixes, cães, gatos e outros organismos que entraram em contato com o tecido ao longo dos séculos.
A análise revelou DNA pertencente a pelo menos 14 indivíduos de diferentes partes do mundo. Entre eles, os pesquisadores afirmam que um dos perfis genéticos pertence quase certamente ao cientista que realizou a coleta das amostras na década de 1970, descrito como uma pessoa de ascendência europeia e judaica.
O estudo também identificou um raro sinal genético associado à população druza de língua árabe, localizada no Oriente Médio. Outro resultado considerado surpreendente pelos autores foi a constatação de que quase 40% do DNA humano encontrado no Sudário possui origem na Índia.
Segundo os pesquisadores, a explicação mais plausível para esse resultado é que o linho utilizado na fabricação do tecido tenha sido importado do Vale do Indo.
Entre para comentar.