
A guerra no Oriente Médio tem estressado os sistemas de ataque e de defesa de Israel. Neste final de semana, o Hezbollah realizou os ataques com drones mais mortais dos últimos meses. Bombardeios em uma base do Exército próxima a Binyamina, no norte israelense, mataram quatro homens e feriram algumas dezenas.
O ataque bem-sucedido levantou questionamentos sobre a eficácia do sistema de defesa aérea de Israel, chamado de Domo de Ferro. Segundo analistas, a rede de proteção funciona muito bem contra foguetes, mas não tem apresentado os mesmos resultados quando os inimigos israelenses fazem ataques usando drones.
Nesta segunda-feira (14), o ministro de Defesa de Israel, Yoav Gallant, reconheceu o problema. Ele disse que “esforços significativos” estão sendo feitos para se achar soluções que previnam ataques do tipo no futuro.
A maioria dos drones usados contra Israel são fabricados pelo Irã e fornecidos a grupos armados no Líbano, Irã e Iêmen. Estes equipamentos conseguem voar em baixas altitudes, o que dificulta sua detecção. Às vezes eles acabam sendo confundidos com pássaros. Além disso, eles são difíceis de serem interceptados por aeronaves porque voam lentamente, a cerca de 200 km/h, comparado com os 900 km/h de um avião a jato.
O Alma Research Institute divulgou um relatório apontando que 559 incidentes de drones atravessando a fronteira norte de Israel em missões de ataque ou espionagem foram identificados desde que a guerra começou, há um ano. Tirando o ataque de domingo em Binyamina, houve 11 mortes em ataques com drones.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Entre para comentar.