Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 25 de novembro de 2025 · 2 min de leitura ·

“Duende vermelho” é fotografado no céu da Austrália

“Duende vermelho” é fotografado no céu da Austrália

Um fotógrafo em Acacia Ridge, um subúrbio de Brisbane, na Austrália, conseguiu capturar algo extremamente raro no céu enquanto registrava relâmpagos de uma tempestade. A captura mostra um red sprite, que em tradução literal significa “duende vermelho”– um tipo incomum de descarga elétrica dificilmente visto da Terra e que já foi capturado algumas vezes a partir da Estação Espacial Internacional (ISS).

“Eu já tinha ouvido falar desse fenômeno, mas nunca imaginei que um dia conseguiria capturar um”, relatou o fotógrafo Tony Surma-Hawes ao Realtime Image Gallery, da plataforma Spaceweather.com. “Vários fatores contribuíram para a minha incrível sorte de ter conseguido essa imagem: os sprites geralmente duram 10 milissegundos; o Live Photo captura 15 frames por segundo; se eu tivesse reagido mais rápido ao pressionar o botão, teria perdido o momento; se tivesse reagido mais lentamente, talvez não tivesse notado o breve clarão na minha revisão. Parece que só percebi o sprite pairando sobre a tempestade quando o vídeo terminou. Me sinto muito privilegiado”.

“Red sprite” é a nomenclatura informal para Evento Luminoso Transitório (TLE). Ocorrências desse tipo foram relatadas por pilotos por décadas, mas o fenômeno só foi registrado pela primeira vez em julho de 1989. Esses eventos não costumam ser observáveis da superfície – e quando isso acontece, chegam a dar a impressão de uma força alienígena invasora.

Como os relâmpagos tradicionais, os “duendes vermelhos” chegam após um acúmulo de carga elétrica dentro das nuvens. Com eles, no entanto, a descarga ocorre na mesosfera da Terra, até 80 km acima da superfície. A exuberante cor vermelha se forma quando a carga encontra nitrogênio na atmosfera do planeta.

Nos últimos anos, a NASA tem trabalhado no projeto de ciência cidadã “Spritacular”, que solicita ao público contribuições com imagens de avistamentos de TLEs para fornecer à comunidade científica dados que possam ser usados ​​para investigar o fenômeno.

O projeto também conta com as capturas orbitais dos eventos feitas por astronautas a bordo da ISS que adotam a fotografia como uma atividade criativa durante seu tempo na ISS. 

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