
Neste ano, teremos quatro eclipses: dois do Sol e dois da Lua. Em relação aos solares, existem três tipos mais conhecidos do fenômeno: o parcial, o anular e o total. Mais raro, no entanto, um quarto padrão, chamado eclipse solar híbrido, sem dúvida, é o mais intrigante, espetacular e interessante deles – e o próximo será nesta quinta-feira (20).
Eclipses solares híbridos ocorrem quando a distância da Lua está perto de seu limite para a sombra umbral atingir a Terra, a depender do grau de inclinação da órbita lunar, haja vista que ambos os corpos são curvos.
Nesse ponto, a Lua está à distância exata da Terra para que o ápice de sua sombra em forma de cone esteja ligeiramente acima da superfície terrestre no início e no final do percurso do eclipse, fazendo com que a sombra antumbral da Lua se mova através da Terra, causando um eclipse anular.
No entanto, no meio do caminho do eclipse, o ápice da sombra umbral da Lua atinge a superfície da Terra, porque essa parte do planeta está um pouco mais próxima dela.
Em outras palavras, esse tipo de eclipse se dá quando a Lua, ao se mover no céu, bloqueia o Sol de maneiras diferentes, alternando entre um eclipse total (com a nossa estrela inteira encoberta) e um eclipse anular (quando se forma um anel brilhante em volta da sombra da Lua).
Esse diagrama de um eclipse acima mostra como a distância entre a Lua e a Terra determina a sombra projetada na superfície do planeta, desde a penumbra fraca de um eclipse parcial do Sol até a umbra profunda e escura da totalidade e a antumbra – uma espécie de “meia-sombra” – da anularidade.
Entre para comentar.