Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 25 de março de 2025 · 2 min de leitura ·

Eclipse vai formar “chifres solares” no céu de algumas localidades

Eclipse vai formar "chifres solares" no céu de algumas localidades

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, neste sábado (29), acontece um dos fenômenos astronômicos mais especiais de 2025: um eclipse solar parcial. Este é o segundo de quatro eventos desse tipo aguardados para o ano – com o primeiro, que foi lunar, ocorrido em 14 de março.

Nem todas as regiões do planeta terão a oportunidade de observar o fenômeno, que será visível em partes da Europa, norte da Ásia, norte e oeste da África, grande parte da América do Norte, norte da América do Sul, além do Oceano Atlântico e do Ártico.

O evento terá uma característica especial em alguns pontos privilegiados: os chamados “chifres solares”. Esse efeito óptico ocorre quando o Sol surge no horizonte parcialmente encoberto pela Lua, criando uma ilusão de um rosto sorridente com extremidades pontiagudas.

Desta vez, será um eclipse parcial – que é o tipo mais comum dos quatro. Esse fenômeno acontece quando apenas uma parte do Sol é coberta pela Lua. Nesse caso, praticamente não há alteração da luminosidade do dia. 

Quando todo o disco solar é bloqueado pela Lua, temos o eclipse total, fazendo o dia escurecer por completo. Já o eclipse solar anular é bem parecido com o total, porque a Lua cobre o Sol, mas deixa um círculo de luz visível em seu entorno – o chamado “Anel de Fogo”. Isso acontece porque ela está mais distante da Terra (no apogeu ou próximo a ele), fazendo com que sua circunferência aparente seja menor que a do Sol.

Na América do Norte, o eclipse deste sábado acontecerá durante o amanhecer, que é o momento ideal para observação dos chifres solares. Em determinadas áreas do sudeste do Quebec e sudoeste de New Brunswick, no Canadá, assim como no norte do estado do Maine, nos EUA, o Sol nascerá com um formato semelhante a um crescente, dando origem ao curioso efeito, que também é descrito como um “nascer do Sol duplo”.

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