Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de maio de 2025 · 2 min de leitura ·

Einstein estava errado?

Einstein estava errado?

Uma nova teoria proposta por dois físicos finlandeses, publicada este mês na revista Reports on Progress in Physics, está desafiando ideias centrais de Albert Einstein. O estudo oferece uma maneira inovadora de unir dois pilares da física: a relatividade geral, que explica a gravidade, e a física quântica, que descreve o comportamento das partículas subatômicas. 

As três forças conhecidas da natureza – eletromagnética, nuclear fraca e nuclear forte – já são bem descritas pela física quântica. Elas funcionam por meio de campos e partículas, e suas leis incorporam incertezas e efeitos como a dualidade entre partícula e onda. A gravidade, no entanto, continua fora desse padrão. 

A teoria de Einstein, formulada há mais de 100 anos, trata a gravidade como uma deformação no espaço-tempo causada pela presença de massa e energia. O problema surge quando se tenta aplicar a teoria da relatividade ao mundo quântico. As contas não fecham. Surgem inconsistências, como probabilidades infinitas ou negativas, o que torna a teoria incompatível com a realidade observada.

A nova proposta dos físicos Mikko Partanen e Jukka Tulkki, da Universidade de Aalto, na Finlândia, tenta resolver esse impasse de uma forma mais simples e direta.

Em vez de imaginar o espaço-tempo se curvando, a dupla propõe que a gravidade funcione por meio de quatro campos interligados, semelhantes ao campo elétrico ou magnético. Esses campos responderiam à presença de massa, assim como os campos elétricos reagem à carga. Além disso, interagiriam entre si e com os outros campos do chamado Modelo Padrão da física de partículas.

O resultado é uma estrutura que, segundo os autores, consegue descrever a gravidade com as mesmas ferramentas usadas para as outras forças. Isso evita as complicações matemáticas enfrentadas por teorias anteriores e dispensa elementos especulativos como dimensões extras ou partículas não detectadas. “Nossa teoria não precisa de parâmetros desconhecidos, apenas das constantes físicas já estabelecidas”, afirmou Tulkki ao site Space.com.

Compartilhe