
O buraco na camada de ozônio se ampliou em 2021, cortesia de um inverno estranhamente rigoroso no hemisfério Sul e também por consequências do avanço do aquecimento global, de acordo com um novo vídeo divulgado pela Nasa.
De acordo com o vídeo, o buraco teve seu 13º maior índice de crescimento desde 1979, com a dispersão de ozônio sendo monitorada pelos satélites Aura, Suomi-NPP e NOAA-20, operados pela agência espacial americana em conjunto com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) dos EUA.
O ozônio, para quem não sabe, é um gás que ocorre de forma natural e se forma nas camadas mais altas da atmosfera da Terra. Produzido tanto pela natureza como pelo homem, o gás é responsável, entre outras coisas, por filtrar os nocivos raios ultravioleta (UV) emitidos pelo Sol, que podem nos causar câncer de pele, entre outros problemas.
O gás forma um “escudo” ao redor do planeta, que tem um buraco. Ou melhor, um conjunto de buracos, que se abrem, se fecham e se abrem de novo conforme variações climáticas da Terra – e o aquecimento global – alteram a dispersão de gases do efeito estufa, aumentando a nossa temperatura média global.
Em outras palavras, essa falha é a razão pela qual você vem aplicando protetores solares cada vez mais fortes quando vai à praia.
Muito desses buracos são causados pela atividade humana – o uso de elementos como cloro e bromo em diversas ações contribuem para que o buraco aumente nas regiões polares, e quando o Sol nasce e banha o Ártico com a sua luz, a região recebe os raios UV praticamente sem nenhum filtro.
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