
Pesquisadores da Universidade de Tsukuba, no Japão, descobriram um método não invasivo de estimulação cerebral, a estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr). Segundo os cientistas, o novo método é capaz de modular os ritmos cerebrais e o comportamento cognitivo durante a resolução de problemas.
Os cientistas conseguiram descobrir que o EMTr é capaz de aumentar a sincronização dos ritmos cerebrais durante tarefas cognitivas. Como alguns ritmos cerebrais estão diretamente ligados a determinados aspectos da cognição, os resultados podem ajudar no aprimoramento de habilidades cognitivas.
O professor Masahiro Kawasaki, autor principal do estudo, explica que os ritmos pré-frontais são divididos em teta e alfa. Os ritmos teta pré-frontais estão associados ao controle cognitivo e à resolução de conflitos, enquanto isso, os alfa são responsáveis por novas ideias e pela resolução de problemas.
“Como a EMTr pode ser usada para alterar a atividade neural, queríamos investigar como a estimulação em frequências específicas poderia afetar o comportamento de resolução de problemas”, explicou o autor do estudo em artigo publicado no Scientific Reports.
Para isso, os pesquisadores examinaram as relações entre oscilações cerebrais e a “desistência” cognitiva. Durante os exames, os voluntários realizaram uma série de tarefas que envolviam resolução de problemas. Em seguida, foram examinados os efeitos da EMTr nas oscilações cerebrais e no desempenho nas tarefas.
Os testes consistiam em resolver alguns exercícios de lógica, sendo possível aos participantes indicar quando queriam “desistir” de resolver as tarefas. “Descobrimos que o ritmo teta no lobo frontal do cérebro estava associado à desistência”, escreveu Kawasaki.
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