Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de abril de 2026 · 2 min de leitura ·

Encontrada a possível “filha” de uma das estrelas mais antigas do Universo

Encontrada a possível "filha" de uma das estrelas mais antigas do Universo

Estrelas são enormes bolas de gás superaquecidas, formadas por elementos como hidrogênio, hélio, carbono, oxigênio e muitos outros. No entanto, este astro recém-descoberto chamou a atenção por ser quase completamente composto por hidrogênio e hélio, um fato incomum para uma estrela. O pesquisador Alexander P. Ji acredita que o motivo por trás disso deve ser a origem: o objeto espacial pode ser a filha de uma das primeiras estrelas geradas no Universo.

Co-autor do artigo “Uma estrela quase intocada da Grande Nuvem de Magalhães“, outrora publicado no periódico Nature Astronomy, Kevin C. Schlaufman detalha que ninguém jamais viu uma estrela como essa “porque eram massivas, viviam rápido e morriam jovens“, relatou ao EurekAlerta. Você pode ler a pesquisa na íntegra clicando aqui.

Para classificar corpos celestes como esses, Schlaufman conta que as estrelas mais antigas (as primeiras ‘filhas’ do Universo) são chamadas de População III. As mais jovens, contudo, são intituladas de População I.

Kevin Schlaufman informa que, embora ainda não tenhamos visto qualquer estrela pertencente à População III, se ainda existirem, devem ser muito raras.

Apesar disso, sua equipe encontrou algo quase tão antigo quanto. A estrela, chamada de SDSS J0715-7334, pode ter se formado a partir “de uma nuvem quase intocada de gás que foi contaminada por elementos pesados, formados durante a explosão de uma supernova de uma estrela da População III“, segundo o site Space.

O objeto espacial foi inicialmente identificado por Schlaufman, em 2014, quando analisava informações coletadas pelo levantamento de dados astronômicos Sloan Digital Sky Survey. Em 2025, foi redescoberto, de forma independente, pelo principal autor do estudo: Alexander P. Ji, da Universidade de Chicago.

Compartilhe