
A busca por inteligência extraterrestre ganhou novas diretrizes. O SETI atualizou seus procedimentos para evitar que sinais ainda não confirmados ou conteúdos falsos gerados por inteligência artificial sejam apresentados como descobertas.
As mudanças, segundo o New Atlas, definem como pesquisadores devem analisar evidências, divulgar resultados e agir diante de um possível contato com outra civilização.
O comitê de Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI) da Academia Internacional de Astronáutica revisou suas orientações pela primeira vez em mais de 15 anos. A atualização responde a um ambiente digital mais difícil de controlar, com deepfakes, desinformação automatizada e informações sem comprovação circulando rapidamente.
A preocupação dos cientistas é evitar que um sinal incomum seja tratado como prova de vida extraterrestre antes de passar por análises independentes. A ideia segue um princípio associado ao astrônomo Carl Sagan: “afirmações extraordinárias exigem provas extraordinárias”.
Em uma era de deepfakes, desinformação automatizada e conectividade global instantânea, uma única afirmação não verificada pode desencadear confusão ou pânico.
As novas orientações estabelecem uma série de etapas antes de qualquer anúncio público. Um possível sinal ou artefato precisa ser confirmado por instituições independentes, usando equipamentos diferentes e passando por avaliação científica.
Entre para comentar.