
Em uma das raras oportunidades da vida, um elusivo e raríssimo polvo-véu foi avistado pela bióloga neozelandesa Jacinda Shackleton, que registrou a ocasião em duas postagens em seu perfil pessoal no Instagram.
“Quando eu a percebi, pensei que poderia ser um peixe mais jovem com barbatanas mais longas, mas conforme me aproximei, notei ser uma polvo-véu fêmea e fui tomada por uma completa sensação de alegria e empolgação”, disse Shackleton ao Guardian.
O polvo-véu é um dos animais que apresenta o maior dimorfismo de gênero na natureza: enquanto as fêmeas chegam perto de dois metros (m) de comprimento, os machos mal passam de 2,5 centímetros (cm). O nome faz referência à membrana quase transparente que conecta os tentáculos dorsais e laterais nas fêmeas.
Esse é um dos poucos animais completamente imunes ao veneno da caravela portuguesa, um animal colonial bastante parecido com as águas-vivas. O veneno da caravela já foi responsável pela morte de humanos no passado, devido à sua ação intensamente dolorosa e que pode chegar ao sistema linfático, imitando sintomas de uma reação alérgica forte (fechamento da garganta, inchaços variados etc.).
As fêmeas, inclusive, são conhecidas por arrancar os tentáculos das caravelas portuguesas e carregá-los consigo para proteção.
“Eu comecei a gritar pelo meu snorkel: ‘é um polvo-véu!’ Eu fiquei tão empolgada que ficou difícil prender a respiração para mergulhar e filmar [o animal]”, ela comentou.
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