Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de fevereiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Energia escura: o mistério que intriga cientistas e esconde mais da metade do universo

Energia escura: o mistério que intriga cientistas e esconde mais da metade do universo

A descoberta da energia escura foi uma surpresa para toda a comunidade cientifica, até mesmo para os astrônomos que a encontraram. Quando isso aconteceu, em 1998, os pesquisadores presenciaram dados tão surpreendentes que não puderam acreditar no que viram. E ainda hoje, explicar o que ela é contínua sendo um desafio.

O que os cientistas viram contradizia suas expectativas. A ideia de um universo em expansão não fazia sentido com tudo o que se sabia sobre o assunto. Todos esperavam que a atração exercida pela gravidade reduziria lentamente a expansão do espaço, mas na verdade acontecia o contrário.

Durante anos, diferentes equipes tentaram entender o que os dados apontavam ou se haviam cometido erros nas medições. No fim, cederam às evidências. Não havia dúvida de que um novo fenômeno natural estava sendo observado, por mais inesperado que fosse.

Até a Real Academia Sueca de Ciências reconheceu a importância do trabalho. Por isso, em 2011, Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess, os três astrônomos que realizaram as primeiras pesquisas, receberam o Nobel de Física por sua descoberta.

Desde as primeiras tentativas de explicar o estranho fenômeno, foi criado o nome “energia escura”. Isso indica o completo desconhecimento do mecanismo que a produziu, uma forma de energia estranha que aparentemente afasta tudo de todo o resto e está crescendo a medida que o tamanho do universo aumenta.

Alguns pensaram uma espécie de antigravidade. Ela seria um comportamento estranho da força já conhecida, que de tanto atrair, se tornaria repulsiva a grandes distâncias. 

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