Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Energia solar captada no espaço pode ser alternativa para Europa

Energia solar captada no espaço pode ser alternativa para Europa

A Agência Espacial Europeia (ESA), conglomerado internacional de 22 países, quer enviar dispositivos para captar energia solar e reduzir o impacto ambiental causado na Terra pelas atuais fontes de fornecimento oriundas de combustíveis fósseis.

Segundo o líder da ESA, o aumento da independência energética ajudará na redução de gases de efeito estufa. A iniciativa exige um aumento de 200 vezes sobre a capacidade atual de transporte espacial. O diretor geral da agência espacial, Josef Aschbacher, alegou que “caberá à Europa, ESA e seus Estados-Membros empurrar o envelope da tecnologia para resolver um dos problemas mais prementes para as pessoas na Terra desta geração”.

Para começar essa empreitada, a ESA publicou estudos com informações técnicas e programáticas destinados aos legisladores europeus. Aschbacher busca angariar apoio na Europa para conseguir emplacar a alternativa de adquirir energia solar do espaço como chave para a descarbonização da energia. O diretor apresentará seu Programa Solaris ao Conselho da ESA, em novembro deste ano.

Os cientistas pretendem enviar satélites orbitando bem acima da atmosfera da Terra, a 36.000 quilômetros, para coletar energia solar. Essa energia será convertida em corrente e enviada para o planeta através da irradiação de micro-ondas. Aqui, essas micro-ondas serão captadas por células fotovoltaicas ou antenas, e convertidas em eletricidade para uso residencial ou indústria

Estima-se que cada satélite teria uma massa 10 vezes maior que a da Estação Espacial Internacional (ISS), que é de 450 toneladas. O lançamento dos componentes dos satélites exigiria, em última análise, centenas ou milhares de lançamentos de foguetes de carga pesada.

Dentro os benefícios desse sistema, estão as baixa interferências de nuvens e a alta incidência de luz solar. Atualmente, a Europa consome cerca de 3.000 TWh de eletricidade por ano. A expectativa é de que as instalações geoestacionárias atendam cerca de um quarto a um terço dessa demanda.

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