
As enguias elétricas, pertencentes ao gênero Electrophorus, incluem três espécies encontradas nos rios Amazonas e Orinoco, conhecidas por sua notável capacidade de gerar eletricidade, com voltagens que variam entre 480 e 860 volts.
O IFL Science explica em um artigo que esses peixes são os mais potentes geradores bioelétricos do mundo. Apesar do nome, não são enguias verdadeiras, mas sim peixes-faca, relacionados ao peixe-gato e à carpa.
Com uma aparência peculiar, as enguias elétricas não possuem escamas e têm uma pele marrom-acinzentada. Podem crescer até 2,4 metros de comprimento e pesar até 22 quilos.
Sua visão é limitada, e elas habitam águas lamacentas, usando pulsos elétricos de baixa intensidade para se comunicar e navegar em seu ambiente, aproveitando poros sensíveis em suas cabeças e corpos.
Uma forma de distingui-las das enguias verdadeiras é a ausência de uma barbatana dorsal longa, que as enguias reais possuem. Curiosamente, 80% do corpo das enguias elétricas é dedicado a órgãos que geram eletricidade, enquanto apenas 20% abriga seus órgãos vitais e a cabeça.
Segundo o Dr. Rupert Collins, curador sênior de peixes no Museu de História Natural de Londres, as enguias elétricas funcionam como “baterias vivas”, com suas células musculares organizadas para criar cargas elétricas.
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