Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de janeiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Enigma físico de 1948 pode estar mais próximo de ser solucionado

Enigma físico de 1948 pode estar mais próximo de ser solucionado

Cientistas podem estar mais próximos de desvendar um mistério que perdura desde 1948: a discrepância no momento magnético do múon. Um estudo recente, liderado pelo físico Diogo Boito, aponta para possíveis soluções dessa questão na física de partículas.

O problema envolve a diferença entre o valor teórico e experimental do momento magnético do múon e pode indicar que a partícula está interagindo com outra de matéria escura, bósons de Higgs ou até mesmo uma força ainda desconhecida pela física.

A pesquisa, publicada pela revista Physical Review Letters, indica que a origem das discrepâncias está entre dois métodos utilizados para prever valor teórico de múon.

O momento magnético do múon é uma medida que quantifica como essa partícula, uma espécie de “primo” mais pesado do elétron, interage com campos magnéticos, como os produzidos por um ímã.

A grandeza é fundamental na física de partículas e é prevista teoricamente pela equação de Dirac – formulada pelo físico inglês Paul Dirac – como sendo igual a 2, representada pela letra “g”. No entanto, experimentos realizados em aceleradores de partículas revelam uma pequena diferença nesse valor, o que intriga os cientistas.

Segundo Diogo Boito, professor do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), a solução do problema pode levar a grandes descobertas no campo:

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