
Embora o planeta esteja aquecendo devido às mudanças climáticas, uma área específica do Atlântico Norte – entre a Groenlândia e a Irlanda – deve seguir na direção oposta: resfriando.
Esse fenômeno, conhecido como “Buraco de Aquecimento do Atlântico Norte (NAWH)”, ou “mancha fria”, aparece como uma mancha azul em mapas globais de calor oceânico, contrastando com o aquecimento generalizado dos mares.
Esse efeito de resfriamento não se limitará ao oceano: pode influenciar o clima de toda a Europa. A baixa temperatura da água pode afetar a corrente de jato do Atlântico Norte, alterando padrões de chuva e temperatura no continente.
O estudo alerta que esse fator precisa ser considerado nos modelos climáticos futuros para melhorar a precisão das previsões regionais.
Segundo McMonigal, o resfriamento do NAWH não contradiz o aquecimento global, mas é uma consequência regional complexa da mudança do clima.
Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.
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