Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Entenda como a Coreia do Sul quer entrar na corrida espacial com missão lunar

Entenda como a Coreia do Sul quer entrar na corrida espacial com missão lunar

A Coreia do Sul enviará sua primeira sonda lunar nesta quinta-feira (4), após um pequeno adiamento. O feito, apesar de contar com a parceria de agências estrangeiras, mostra o interesse do país em construir sua história espacial após um retrospecto recente de evolução tecnológica. Além do orbitador Korea Pathfinder Lunar Orbiter (KPLO), também conhecido como Danuri, estarão a bordo do foguete da SpaceX, Falcon-9, outros equipamentos coreanos e norte-americanos.

A previsão é de que o lançamento ocorra às 20h08 (horário de Brasília), da plataforma 40, em Cabo Canaveral, na Flórida (EUA). Esse acontecimento marca a chegada de uma nova era da exploração lunar com a colaboração de múltiplas empresas e diversos países.

Se a missão, que custou aproximadamente 200 milhões de dólares, decolar ainda nesta semana, os equipamentos devem chegar à órbita da Lua no dia 16 de dezembro.

Dentre os objetivos desta missão, está a abertura de novos caminhos para a exploração lunar dos sul-coreanos. A intenção é de que a sonda permaneça a 100 quilômetros acima da superfície lunar, por cerca de um ano, para que os cientistas consigam obter informações robustas sobre a Lua.

O grande diferencial promovido pelo orbitador coreano, de acordo com a Science, é a Câmera Polatimétrica Grande Angular (PolCam). Ela será responsável por captar a polarização da luz solar, refletida em vários ângulos das partículas da superfície lunar, revelando detalhes sobre quase toda a Lua.

O pesquisador do Kari (Instituto de Pesquisa Aeroespacial da Coreia do Sul), Eunhyeuk Kim, declarou que “usando os instrumentos científicos, estamos esperando obter dados úteis da superfície lunar.”

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