Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de abril de 2023 · 2 min de leitura ·

Entenda os percalços para se produzir carne cultivada em laboratório

Entenda os percalços para se produzir carne cultivada em laboratório

As perspectivas de carne cultivada em laboratório chegar aos pratos americanos aumentaram no meio do ano passado, quando a FDA (Food and Drug Administration, a Anvisa estadunidense) declarou, pela primeira vez, que o frango cultivado, da Upside Foods, é seguro para comer.

“Está quase na hora de comer carne cultivada”, disse Eric Schulze, vice-presidente de assuntos científicos e regulatórios globais da Upside, no Twitter. “Nosso frango Upside está chegando aos consumidores muito em breve.”

Desde sua fundação em 2015, a Upside, com sede em Berkeley, Califórnia, cresceu de startup pouco conhecida para a queridinha da indústria de carne cultivada, avaliada em US$ 1 bilhão e apoiada por investidores, como Bill Gates, Richard Branson, Kimbal Musk e os gigantes da carne Tyson Foods e Cargill. Globalmente, mais de 150 empresas do setor levantaram US$ 2,8 bilhões até o momento.

Embora a Upside e outras sejam capazes de cultivar pequenas quantidades de carne a partir de células, produzir volumes maiores a baixo custo está se mostrando muito mais difícil, de acordo com entrevistas com empregados atuais e antigos da Upside, funcionários do setor, investidores e cientistas externos.

Muitos estão céticos que as empresas de carne cultivada – que dependem de tecnologia cara para fazer commodity de baixo preço – serão capazes de produzir carne acessível o suficiente para fazer diferença significativa em breve no mercado global de carne de mais de US$ 1 trilhão.

Eles esperam que os produtos híbridos, muitas vezes feitos com células animais e outros ingredientes, como proteínas vegetais, tenham caminho mais rápido e menos dispendioso para o mercado.

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