Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

“Enxofre exótico” em amostras coletadas há décadas na Lua

“Enxofre exótico” em amostras coletadas há décadas na Lua

Pesquisadores descobriram isótopos de “enxofre exótico” nunca vistos na Terra em rochas lunares coletadas pela missão Apollo 17. Esse elemento pode oferecer novas pistas sobre a formação da Lua. A descoberta foi publicada na edição de setembro da revista científica JGR: Planets.

As rochas estudadas vieram da última missão tripulada para a Lua: a Apollo 17, lançada em 1972. Na época, as amostras extraidas pelos astronautas foram seladas e guardadas para o programa Apollo Next Generation Sample Analysis (ANGSA), da NASA.

Mais de 50 anos depois, os compartimentos que guardavam essas rochas lunares foram finalmente abertos — e desde então têm revelado novas descobertas. O Olhar Digital noticiou estudos sobre como esse material pode reescrever a história da Lua e sobre a origem da chamada formação Manto Leve.

No novo estudo, a equipe detectou altas concentrações de enxofre-33 (S33), um isótopo não encontrado na Terra. As quantidades de isótopos servem como “impressões digitais” dos materiais estudados, ou seja, se duas rochas têm a mesma impressão isotópica, elas provavelmente vieram do mesmo lugar.

Os pesquisadores esperavam encontrar um caso parecido com o do oxigênio, cujos isótopos da Terra e da Lua têm ampla semelhança. Mas esse não foi o resultado.

“Antes dessa descoberta, pensava-se que o manto lunar tinha a mesma composição de isótopos de enxofre que o da Terra. Era isso que esperávamos ver ao analisar essas amostras, mas, em vez disso, vimos valores muito diferentes de tudo o que encontramos em nosso planeta”, relatou James Dottin, líder do estudo e professor de ciências da Terra na Universidade de Brown, em um comunicado.

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