Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 31 de janeiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Erupção de vulcão em Santorini foi 15 vezes maior do que a de Tonga

Erupção de vulcão em Santorini foi 15 vezes maior do que a de Tonga

Pesquisadores encontraram evidências de que a erupção de um vulcão subaquático nas proximidades da ilha grega de Santori foi uma das maiores já registradas e 15 vezes mais poderosa do que a do vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha’apai, em 2022. O evento de 520 mil anos atrás foi cataclísmico.

Uma equipe de pesquisadores perfurou sedimentos marinhos na ilha de Santorini entre 2022 e 2023 e recuperou amostras a 900 metros de profundidade, em 12 sítios submarinos diferentes. Além de camadas vulcânicas das erupções já conhecidas, foi encontrada uma camada de pedra-pomes e cinzas vulcânicas de 150 metros de espessura.

Essa evidência aponta para um evento de grandes proporções há meio milhão de anos, provavelmente uma das duas maiores erupções que já se viu. Na erupção em questão, foram expulsos 90 quilômetros cúbicos de rochas vulcânicas e cinzas. Esse número é muito superior aos 6 quilômetros cúbicos do vulcão de Tonga, que quebrou vários recordes, provocando as ondas atmosféricas mais rápidas já vistas e o primeiro megatsunami conhecido desde a antiguidade. Além disso, é comparável, e até mesmo ultrapassa, as lendárias erupções do vulcão Krakatoa, na Indonésia.

Sabemos que este vulcão teve muitas erupções grandes e explosivas – uma espécie de estilo Krakatoa. Mas os depósitos recém-descobertos apontam para uma explosão cataclísmica que nem sabíamos que existia.

Segundo os cientistas, uma erupção como essa não deverá acontecer novamente por centenas de milhares de anos. O vulcão de Santorini entrou em atividade pela última vez em 1950, mas sem oferecer perigos significativos. No entanto, pequenas erupções e explosões podem acontecer por algumas décadas ou séculos.

O estudo sobre o vulcão de Santorini foi publicado na revista Communications Earth & Environment.

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