Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de maio de 2023 · 2 min de leitura ·

Erupção do vulcão submarino de Tonga bloqueou sinais de satélites

Erupção do vulcão submarino de Tonga bloqueou sinais de satélites

O vulcão submarino de Tonga entrou em erupção em janeiro do ano passado. Mais de um ano depois, os resultados dessa catarse recorde continuam surpreendendo. Uma pesquisa recente descobriu que a perturbação conseguiu causar interferência em satélites na atmosfera.

As mudanças na pressão do ar foram grandes o suficiente para afetarem a ionosfera, a pelo menos mil quilômetros de altitude. A teoria de que a atividade vulcânica poderia interromper o fluxo de informações nessa região já era especulada há tempos, mas só agora foi confirmada.

A região da ionosfera conhecida como F sofre interrupções na região do equador devido às bolhas de plasmas. O plasma ionosférico ocorre com uma concentração excessiva de íons na ionosfera após o sol se pôr (ou, agora, pela ação do vulcão). Dessa forma, as bolhas se tornam regiões vazias entre as concentrações de plasma. 

Basicamente, uma erupção é capaz de repetir eventos desse tipo. Claro que isso não é tão simples. O fenômeno é difícil de ser detectado. A região F possui a maior concentração de íons em qualquer lugar na atmosfera.  

“Essas bolhas de plasma raramente são observadas na ionosfera”, disse o principal autor do estudo, Atsuki Shinbori, cientista atmosférico da Universidade de Nagoya, no Japão, ao Space.com.

A bolha de choque da erupção do Tonga atingiu impressionantes 2 mil quilômetros de altitude, muito além do previsto para os modelos padrões de bolhas de plasma.

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