
Conforme noticiado pelo Olhar Digital na sexta-feira (30), uma mancha solar voltada para a Terra cresceu tão rapidamente no decorrer da semana que chegou a 10 vezes o tamanho do nosso planeta. Com isso, o fim de semana trazia altíssimo risco de ocorrência de explosões de classe X – o tipo mais violento de erupção solar.
E tudo aconteceu exatamente conforme o previsto pela NASA, com base nas capturas feitas pelo Observatório de Dinâmicas Solares (SDO), que acompanhou a evolução da mancha solar AR3354 desde o surgimento, na última terça-feira (27).
Segundo um comunicado emitido pela agência nesta segunda-feira (3), essa colossal e crescente região ativa do Sol explodiu no domingo (2), às 20h14 (pelo horário de Brasília), produzindo uma erupção solar de longa duração da classe X.1, que foi registrada pelo SDO.
The Sun emitted a strong solar flare on July 2, 2023, peaking at 7:14pm ET. NASA’s Solar Dynamics Observatory captured an image of the event, which was classified as X1.0: https://t.co/wc4wEGkZTc pic.twitter.com/djYJ4VsTzi
Como estava voltada para a Terra, a radiação da explosão ionizou o topo da atmosfera, o que provocou uma interrupção momentânea nas comunicações por rádio. Aviadores, navegadores e operadores de rádio amador localizados no oeste dos EUA e no Oceano Pacífico podem ter notado perda de sinal por até 30 minutos após o disparo do flare.
O Sol tem um ciclo de 11 anos de atividade solar, e está atualmente no que os astrônomos chamam de Ciclo Solar 25. Esse número se refere aos ciclos que foram acompanhados de perto pelos cientistas.
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